terça-feira, 21 de março de 2023

Um agradável presente

Olá a todos os nossos seguidores. Esperemos que estejam todos bem e em pleno conforto.

Nesta, que é publicação diferente das do costume, vimos disponibilizar um lançamento exclusivo da excelente banda nacional Old Wish, como um agradável miminho pela divulgação da banda na nossa página. É um grande privilégio, para nós, do Sinfonias Etéreas, podermos, aqui e agora, dar a conhecer ao nosso público, que tem um tão ótimo gosto musical como nós, um novo tema de uma banda pela qual temos infindável estima, e também um cheirinho daquilo que os Old Wish têm preparado, doravante, para nós.

Numa nota de agradecimento que nunca é grande o suficiente, o nosso muito obrigado a uma das mais fabulosas bandas nacionais, pela amabilidade e confiança.

Sem mais demoras, eis o novo lançamento, intitulado de E Agora?. Esperemos que gostam tanto quanto nós!

 

domingo, 19 de março de 2023

Crítica #7 - Malignea - Malignea


Apesar de recente, e, definitivamente, de ser o lançamento mais novo a ser comentado por nós, aqui, no contexto das nossas críticas de trabalhos de bandas em redor do mundo, o álbum de estreia dos Malignea é já uma obra histórica. Trata-se de um ilustre e fenomenal álbum de metal gótico/sinfónico, belamente adornado com as mais cativantes e tétricas melodias e iluminado pela maravilhosa voz da vocalista Isabel Cristina, num registo lírico cantado no nosso português. É uma surpresa e um enorme agrado ouvir as bandas a cantarem na sua língua nativa, ainda para mais, quando se trata de um idioma que nos é tão familiar e caseiro que torna toda a experiência auditiva ainda mais abastada e marcante para nós.

A competência estelar destes músicos é plenamente notável, do início ao fim deste álbum; estamos também a falar de músicos anteriormente ou atualmente envolvidos em outros dignos nomes do metal nacional, como Dogma, Insaniae e My Enchantment. E aqui, neste álbum de estreia, os cinco elementos da banda vêm a materializar, numa nova composição musical, a totalidade dos seus exímios génios criativos. Num disco em que todas as faixas (à exceção da primeira, introdutória) possuem acima de 7 minutos de duração, os Malignea demonstram-nos o quão aparentemente inesgotável é esta sua criatividade coletiva, sem nunca deixar cair a magnífica e opulenta qualidade que caracteriza o seu trabalho.

A instrumentação é límpida, sempre presente e adensada pelas orquestrações que acentuam a ambiência sonora da combinação harmónica das guitarras melódicas, do baixo pulsante e da bateria intrincada. Verificam-se, também, momentos de transição instrumental, para novas secções musicais, mas sempre numa lógica de continuidade sonora, assegurando-se uma progressão fluída e bastante agradável. Como se, dentro da mesma faixa, se fossem explorando novos universos sonoros que enriquecem, de forma deleitosa, o todo do conjunto instrumental, gerando, assim, uma bela eufonia que nos embala continuadamente, que não parece ter fim.

A atmosfera melodramática proporcionada pelas orquestrações surge como pano de fundo para a dramatização sonora protagonizada por Isabel. Como já referimos brevemente logo ao início, mas também como é nunca demais elogiar aquilo que melhor deve ser estimado, ocorre-nos reforçar que o seu desempenho vocal é absolutamente deslumbrante. Passando de registos vocais mais suaves e melancólicos, para outros, de maior abrasividade e ainda vocais mais numa onda quase operática, Isabel demonstra, com todo o esplendor, a sua inestimável versatilidade vocal. E é também pela sua magnífica e encantadora voz que se fazem representar alguns elementos sonoros e artísticos caracteristicamente portugueses.

Primeiramente, pela omnipresência de sílabas métricas, ao longo das canções, um aspeto elementar da poesia portuguesa. É uma autêntica lufada de ar fresco, não só ter um excelente metal sinfónico cantado em português, mas também tê-lo adornado com um dos mais ilustres elementos da nossa cultura literária, num exercício de revitalização extremamente bem concebido. E, além disso, de destacar o vasto vocabulário que constitui as histórias líricas que Isabel nos canta. É algo que nos fascina, ao evidenciar o quão rica, canora e apaixonante é a língua portuguesa, o que, enquanto bons patriotas que somos, nos alenta.

Destarte, os Malignea deixam-nos plenamente deslumbrados pela qualidade inigualável e absolutamente sublime do seu álbum. Definitivamente, uma das melhores, senão mesmo a melhor das descobertas que esta jornada internacionalista no blogue alguma vez nos proporcionou. Para os Malignea, as nossas mais solenes e genuínas congratulações pelo primoroso trabalho que criaram.


Ficha técnica

Data de lançamento: 28 de fevereiro de 2023

Editora discográfica: Ethereal Sound Works

Faixas:

-Lasciate ogni speranza (2:10)

-Maligna (7:24)

-Morte Vermelha (8:22)

-Universo 25 (8:36)

-Farol dos Malditos (8:11)

-Sanguis Lunae (9:32)

-Cirenaica (7:42)

 

Créditos:

Isabel Cristina (vocalista)

Luís Possante (guitarrista)

João Pedro Ribeiro (guitarrista)

Miguel Sampaio (baixista)

Luís Abreu (baterista)


Old Wish

Banda: Old Wish

Género: Metal Sinfónico

Localidade: Tomar, Santarém, Portugal 🇵🇹

Período em atividade: 2017-presente

 

Membros:

Helena Marques (vocalista)

Daniela Rodrigues (vocalista)

Mário Domingos (guitarrista e vocalista)

Pedro Reis (baixista e vocalista)

Paulo Narciso (teclista)

José Reis (baterista)

 

Discografia:

A Viagem (álbum, 2021)

 

 

Recomendado para fãs de: MoonSun, Elleanore, Symfobia, Modern Age Storytellers, Leaves' Eyes

Ligações externas: Youtube, Youtube Music, Facebook, Entrevista


sábado, 18 de março de 2023

Lançamento da semana #7 - Epica - Rivers (Live at the AFAS Live)

 

Num esplendoroso espetáculo musical ao vivo, os Epica unem forças com os finlandeses Apocalyptica, conhecidos pela sua música de metal sinfónico tocada através de violoncelos. O concerto onde a presente canção e o vídeo foram registados decorreu no AFAS Live, um pavilhão multi-usos, localizado em Amesterdão, também com a funcionalidade de recinto de concertos. Este fenomenal registo audiovisual aparece-nos como uma experiência sensorial fascinante, numa apresentação musical incrivelmente bem conseguida.

Acompanhada das melodias de violoncelo dos Apocalyptica, Simone traz-nos uma interpretação absolutamente sublime, como de costume, num canto simplesmente perfeito. Como se fizesse transcender, através da sua voz, toda uma história que ela mesma nos recita, com um grande fulgor emotivo e recheado de vivacidade. Com a sua belíssima e incomparável voz angelical, Simone embala-nos na sua melodia, reforçada pela instrumentação sinfónica no seu fundo e projetando o todo musical para um patamar de uma frondosa beleza e excelência. Não poderíamos esperar outra coisa desta maravilhosa cantora, apesar de que ela nunca cessa de nos deixar abesbílicos, pelos melhores motivos, pela divina qualidade e beleza do seu canto.

Numa transição sonora excelentemente calculada, a instrumentação metálica insurge, mais tarde, em pleno esplendor, numa musicalidade abrasiva, que se mescla com a atmosfera já pré-concebida pela instrumentação sinfónica. De modo que ambas se confluem muito bem, gerando uma agradável harmonia de fundo, em acompanhamento constante com o protagonismo do vocal. E eis que refrão se converte num autêntico hino que se parece fazer ressoar pela totalidade do recinto, assumindo uma máxima expressividade e força.

Visualmente, essa transição é ilustrada pela progressiva aparição dos outros integrantes da banda, em simultâneo com a iluminação latejante do recinto. É um jogo de luzes que quebra com o elemento quase que hipnótico que caracterizara a apresentação da banda, na primeira parte da música, introduzindo, com todo um esplendor visual, esta nova fase da canção.

Temos, assim, uma junção de energias de dois dos maiores ícones da história do heavy metal, que juntos trabalham para nos presentear com uma composição espetacular, uma verdadeira obra-prima representativa de toda a magnificência, beleza e criatividade que caracteriza o metal sinfónico.


Ficha técnica

Data de lançamento: 9 de março de 2023

Editora discográfica: Nuclear Blast Records

Créditos:

Simone Simons (vocalista)

Mark Jansen (guitarrista)

Isaac Delahaye (guitarrista)

Rob van der Loo (baixista)

Coen Janssen (teclista)

Ariën van Weesenbeek (baterista)

Paavo Lötjönen (violoncelista)

Eicca Toppinen (violoncelista)

Perttu Kivilaakso (violoncelista)

Jens de Vos (filmagem)


Epica

Banda: Epica

Género: Power Metal, Metal Sinfónico/Progressivo

Localidade: Reuver, Países Baixos 🇳🇱

Período em atividade: 2003-presente


Membros:

Simone Simons (vocalista)

Mark Jansen (guitarrista, vocalista e orquestrações)

Isaac Delahaye (guitarrista e vocalista de apoio)

Rob van der Loo (baixista)

Coen Janssen (teclista, pianista e orquestrações)

Ariën van Weesenbeek (baterista e vocalista de apoio)


Ex-membros:

Ad Sluijter (guitarrista)

Yves Huts (baixista)

Jeroen Simons (baterista)


Discografia:

The Phantom Agony (álbum, 2003)

We Will Take You with Us (álbum ao vivo, 2004)

Consign to Oblivion (álbum, 2005)

The Score - An Epic Journey (álbum, 2005)

The Road to Paradiso (compilação, 2006)

The Divine Conspiracy (álbum, 2007)

The Classical Conspiracy - Live in Miskolc, Hungary (álbum ao vivo, 2009)

Live at Wacken (álbum ao vivo, 2009)

Design Your Universe (álbum, 2009)

Requiem for the Indifferent (álbum, 2012)

Best of (compilação, 2013)

The Quantum Enigma (álbum, 2014)

The Holographic Principle (álbum, 2016)

The Solace System (EP, 2017)

Epica vs. Attack on Titan Songs (EP, 2017)

The Acoustic Universe (EP, 2019)

Abyss of Time (EP, 2020)

Omega (álbum, 2021)

Omegacoustic (EP, 2021)

The Skeleton Key (EP, 2021)

Kingdom of Heaven. Pt. 3 The Antediluvian Universe (Omega Alive) (EP, 2021)

Omega Alive (álbum ao vivo, 2021)

Live at Paradiso (álbum ao vivo, 2022)

The Alchemy Project (EP, 2022)


Entre 2002 e inícios de 2003, a banda era conhecida como Sahara Dust.


Recomendado para fãs de: Edenbridge, Everdawn, After Forever, Kamelot, Imperia, Ignea

Ligações externas: Página oficial, Facebook, Spotify, Apple Music


Heavenwood

Banda: Heavenwood

Género: Metal Gótico

Localidade: Vila Nova de Gaia, Porto, Portugal 🇵🇹

Período em atividade: 1996-2001, 2003-presente


Membros:

Ernesto Guerra (vocalista)

Ricardo Dias (guitarrista, vocalista de apoio e orquestrações)

Vítor Carvalho (guitarrista)


Ex-membros:

Mário Lemos (guitarrista)

Miguel Vaquero (guitarrista)

Fitti Romão (guitarrista)

Bruno Silva (baixista e guitarrista)

Ricardo Oliveira (baixista)

André Matos (baixista)

João Soares (teclista e pianista)

José Barbosa (baterista)

Dave Jr. (baterista)

Luiz Ferreira (baterista)

Eduardo Sinatra (baterista)


Discografia:

Diva (álbum, 1996)

Swallow (álbum, 1998)

Advanced Tracks 2007 (demo, 2007)

Redemption (álbum, 2008)

Abyss Masterpiece (álbum, 2011)

The Tarot of the Bohemians (álbum, 2016)


Entre 1992 e 1996, a banda era conhecida pelo nome Disgorged e tocava death metal.


Recomendado para fãs de: Lake of Tears, Inhuman, Paradise Lost, Novembers Doom, My Silent Wake

Ligações externas: Facebook, Instagram, Spotify, Apple Music


Paula Teles

Artista: Paula Teles

Género: Metal Sinfónico (com elementos de fado)

Localidade: Lousada, Porto, Portugal 🇵🇹

Período em atividade: 2022-presente


Paula Teles (vocalista, compositora e letrista)


Músicos convidados:

Paulo Silva (compositor em Grito)

Jorge Lopes (compositor em Grito e Desencanto)


Discografia:

Grito (single, 2023)

Desencanto (single, 2023)



Recomendado para fãs de: Malignea, Belle Morte, Arcane Symphony, Ranthiel, Iahsari

Ligações externas: Youtube, Facebook, Redboxstudios